sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Risco de contrair Aids e hepatite B aumenta durante o Carnaval

combinação de folia e bebida pode inibir o uso de preservativo


Não é à toa que a distribuição gratuita de preservativos aumenta na época de Carnaval. A chance de contrair doenças sexualmente transmissíveis aumenta neste período do ano, em que a combinação de folia e bebida pode diminuir a atenção na hora de se proteger para o sexo.


São diversoas as doenças que podem surgir de uma contaminação por falta de preservativo, entre elas a sífilis, a gonorreia e a herpes genital. Mas outras se manifestam de maneira mais silenciosa e grave, como a Aids e a hepatite B. Nesses casos, vale lembrar que a chance de contágio em contato sexual sem preservativo é a mesma para relações heterossexuais ou homossexuais. Estima-se que o Brasil tenha 600 mil portadores do HIV, vírus causador da Aids, e 3 milhões de pessoas com o HBV, que desenvolve a hepatite

A realização de exames para detectar a presença destes vírus é uma boa forma de prevenção contra as doenças. Mas, segundo o médico Hoel Sette, doutor em gastroenterologia pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e hepatologista do hospital Alemão Oswaldo Cruz, os exames terão de ficar para o Carnaval do ano que vem, pois não haveria tempo de conhecer os resultados no caso de hepatite.


- Existe vacina para a hepatite B, mas ela é aplicada em três doses. A primeira, uma após 30 dias e outra 180 dias depois. Por isso, a melhor forma de se prevenir agora é usar a camisinha. Não há segredo nenhum.


Segundo Sette, ainda é possível contrair os dois vírus de uma vez, pois de 20 a 30% da população que com HIV também tem hepatite dos tipos B ou C.

- No Carnaval, a pessoa está muito feliz, bebe e esquece de colocar a camisinha. Às vezes, basta uma transa para a pessoa contrair o vírus. A hepatite B é até mais contagiosa e tem período de incubação de dois a seis meses. Por isso, pode demorar pra descobrir se a pessoa contraiu a doença no Carnaval.

Grande parte dos pacientes só descobre que tem hepatite B já na fase crônica da doença e, às vezes, não se lembra de como foi infectada. A doença em estágio evoluído pode se transformar em cirrose ou câncer hepático, de acordo com Sette. O vírus HBV age de forma silenciosa, sem apresentar sintomas. Uma pessoa pode conviver com a doença durante anos e, sem saber, contaminar outras.


Existem formas de tratamento contra a hepatite B e a Aids. Em alguns casos, existe chance de cura, e normalmente os vírus permanecem controlado. Mas, de acordo com o médico Sette, o melhor a fazer é ter atenção e se prevenir

- É importante conscientizar a população, principalmente no período do Carnaval, em que o os riscos aumentam.
fonte:R7 Entretenimento





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