segunda-feira, 16 de abril de 2012


'É tudo mentira', diz irmão de jovem estuprada sobre apoio da Polícia Civil


O irmão da vítima conversou na segunda-feira, e disse que ela não está recebendo a assistência completa prometida pela delegada Elaine Villar, da 35ª DP (Campo Grande)
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A família da jovem de 21 anos estuprada na madrugada do último domingo em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, está com medo e decepcionada com a falta de apoio da Polícia Civil.

O irmão da vítima conversou na segunda-feira, e disse que ela não está recebendo a assistência completa prometida pela delegada Elaine Villar, da 35ª DP (Campo Grande).

"A delegada prometeu que ia prestar todo tipo de assistência, mas é tudo mentira. Quem está ajudando bastante minha irmã e a gente aqui é a Polícia Militar", contou, acrescentando que uma viatura da PM disponibilizou o próprio número de telefone para que eles ligassem caso haja alguma emergência.

"A Polícia Civil nem levar minha irmã pro corpo de delito ontem (domingo) levou. Hoje, inclusive, foi esse carro dos PMs que a levou para tomar os remédios obrigatórios", completou.

Quanto ao fato de o suspeito do crime - PM Frank Barbosa de Oliveira - estar foragido, o familiar da vítima negou ameaças posteriores ao crime, mas relatou que toda a família está dentro de casa.

"Medo nós temos, mas não houve nenhuma ameaça por enquanto. A família quase não está saindo de casa", afirmou.

O caso

A vítima estava em uma rua de Campo Grande com o namorado, na madrugada do último domingo, quando foi abordada supostamente pelo PM Frank Barbosa de Oliveira, que efetuou o sequestro e, posteriormente, o estupro.

Após mobilização do namorado e do irmão da vítima, que pediram ajuda à polícia, o suspeito foi detido por dois policiais do batalhão de Campo Grande e levado para a delegacia local.

O suspeito, no entanto, conseguiu fugir enquanto aguardava para ser qualificado criminalmente e ainda está foragido.

Policiais militares do serviço reservado do 17º BPM (Ilha do Governador), onde Frank é lotado, e também da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) estão nas ruas à procura do policial.

A Corregedoria da PM também informou que irá apurar a conduta dos policiais que efetuaram a prisão.

Com informações-Viaes

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