A defesa de Thor Batista, filho do empresário Eike Batista, obteve nesta quinta-feira (10) uma liminar na Justiça que suspende o processo a que Thor responde por ter atropelado e matado o ciclista Wanderson Pereira dos Santos em março de 2012. De acordo com o advogado Márcio Thomaz Bastos, a liminar proporciona igualdade de condições às partes, já que durante o último julgamento a perícia apresentou documentos que a defesa não teve acesso.
“O perito apresentou um laudo onde ele chuta uma velocidade e entregou para o Ministério Público uma porção de documentos que a gente não conhecia. Nós fomos surpreendidos por isso na última audiência, onde o Thor seria interrogado. Ele se recusou a falar e a gente entrou com esse habeas corpus para anular isso tudo e voltar o processo para o começo, para fazer um laudo correto”, afirmou Bastos, destacando que a defesa de Thor possui um perito contratado para analisar a perícia oficial, mas que não possuía material para examinar antes desse último julgamento. “O perito oficial colocou nos autos duas páginas, era o resultado de uma perícia. Ele sonegou, retirou do nosso conhecimento todo o resto”.
Ainda de acordo com a defesa, todos e os mais confiáveis critérios foram usados para identificar a que velocidade Thor estava quando atropelou o ciclista. “As circunstâncias do caso mostram que ele não tinha nenhuma culpa”, afirmou Bastos.
Na decisão, o desembargador Antônio Carlos dos Santos Bitencourt afirma que se baseou no princípio da paridade de armas, onde são concedidas oportunidades iguais às partes. “Nessa paridade, o direito à prova e contraprova, que, em princípio, e por mero juízo delibatório, suspeite-se violado, razão porque defiro a liminar de suspensão do processo a que se refere a impetração, sendo partes o paciente e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, até o julgamento do mérito do habeas corpus ora impetrado”, disse o desembargador.
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o processo está suspenso até o julgamento do habeas corpus

Thor e sua mãe, Luma de Oliveira, na saída do Tribunal de Caxias
Fonte: Globo
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